Entrevista da TV Lobo com o pregador João “Ninguém”, o Batista

TV Lobo – Estamos aqui com João, a reencarnação do grande profeta Elias, que veio mais pobre porque possivelmente na sua última vida foi um político e desviou milhões aos paraísos fiscais. – João, o que você acha do sucesso que está fazendo na internet?

JNB – Primeiramente, não sou reencarnação de Elias nenhum. Aliás, essa doutrina de carma é uma grande bobagem. As pessoas têm uma vida, morrem e aguardam o juízo. Por isto, esta é a única oportunidade de se arrependerem para serem salvos. É o que temos pregado: Arrependei-vos, o Reino de Deus está chegando!

TV Lobo – E com esse sucesso todo, com tantos fãs, amigos no Orkut e seguidores no Twitter, você não pensa em se candidatar para algum cargo no Congresso?

JNB – Não, não penso. Tenho muito a fazer pregando o Evangelho, não quero me envolver com essas coisas. Sei que os políticos ganham muito dinheiro, às vezes até de forma escusa, mas prefiro ajuntar tesouros no Céu.

TV Lobo – Esse João é mesmo um grande guru! Não quer ser político nesta vida, é uma sábia decisão, pois assim poderá evoluir… certo João?

JNB – Errado. Não quero é perder a minha alma!

TV Lobo – Agora a pergunta que não quer calar: Você é o Cristo?

JNB – Não, não sou. Sou apenas um que prepara o Caminho
Dele. Ele está vindo e se as pessoas não acordarem dessa apostasia vão ficar de fora do Reino.

TV Lobo – Então, se você não é o Cristo, você admite que seja o Profeta?

JNB – Eu sou apenas uma voz, entre outras, clamando no deserto, gritando para que o mundo se arrependa desse rumo de perdição enquanto ainda dá tempo.

TV Lobo – Mas João, se você é o encarregado de preparar o caminho para a vinda do Senhor, você é mesmo uma figura muito importante. Por que você insiste então em viver no deserto chupando balinha de mel? É uma dieta revolucionária?

JNB – Não é sou uma figura importante, Aquele que vem após mim é que é importante. Dele eu não sou digno de carregar as havaianas. Também não estou inventando nenhuma nova dieta, só ensino às pessoas a se alimentarem do mesmo tipo de alimento que os profetas antigos comiam: A Palavra de Deus!

TV Lobo – João, o bispo Herodes está empenhado na construção de um Grande Templo. Ele prometeu que ficará em pé de igualdade com o feito no governo do rei Salamão. Por que você não se ofereceu para ajudar? Você conhece várias pessoas, elas poderiam apoiar esse projeto doando seus salários mensais e bolsas família. Esta, afinal, não é a obra do mesmo Deus?

JNB – Se é obra do mesmo Deus, eu tenho minhas dúvidas… Mas uma coisa eu tenho certeza: seria mais justo e mais útil que esses milhões fossem usados para melhorar a vida de tantas pessoas que sofrem, desabrigadas, famintas, sem perspectiva de vida. E também não acho nada correta apelação para que pessoas simples tirem da boca de seus filhos e dêem seu dinheiro para projetos megalomaníacos. O Herodes, por exemplo, poderia vender suas mansões, mas não faz.

TV Lobo – Realmente, o bispo Herodes gosta de extravagâncias. Ele até comprou uma TV para competir com a TV Lobo e disse que
será a TV Maior do mundo.

JNB – Pode ser que venha a ser maior. Do mundo, já tem sido.

TV Lobo – E esse seu visual, João. Você não pensa em fazer um alisamento nessa barba, uma chapinha nessa sua cabeleira, umas luzes talvez? Você sabe que tem muito artista gospel e pastores fazendo isso. Dá uma aparência melhor e você pode até ganhar mais popularidade, vender mais CD’s de pregação, etc.

JNB – Não sinto necessidade disso. Se eles querem fazer, é uma decisão de cada um. Sobre isso o livro de Eclesiastes desde o início dá
alguns conselhos que valem a pena observarem. Sobre vender CD’s de pregação, não me agrada a idéia. Acho que seria melhor dar, já que de graça receberam a Palavra. Mas como compra quem quer, então, tudo bem.

TV Lobo – Você tem algo mais a acrescentar. Qual é a sua mensagem para todos os telespectadores e internautas?

JNB – A mesma que insisto: Arrependei-vos, porque o Reino de
Deus está chegando! Esta é uma decisão que todo o mundo deve tomar com máxima urgência. Dela, dependerá a sua vida na eternidade.

P.S.: Este autor não é batista, mas aprecia alguns de seus posicionamentos históricos e reconhece sua importante contribuição missionária, desde Carey até os dias de hoje.

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MISSÃO INTEGRAL, IGREJA E REINO DE DEUS

“Temos alguns problemas teológicos na igreja da América Latina. São problemas de uma teologia distorcida. O desejo de Deus é que a Igreja seja uma comunidade de discípulos no mundo— sem ser do mundo.”

“Daí também um conceito errado de igreja: muitos crentes vêem a igreja como um grupo privilegiado mas não um grupo com uma missão: missão de ser sal na terra e luz do mundo—uma presença comprometida e comprometedora. Qual é a missão da igreja? Salvar almas; mas é mais que isso. Tem a ver com o propósito de Deus de criar uma nova humanidade: pelo que a igreja é, faz, e diz, Deus comunica suas boas novas.”

“Marcos 10:35…outro episódio: Jesus recebe um pedido de dois de seus discípulos, Tiago e João que pertencem ao grupo mais próximo de Jesus. Estavam presentes na transfiguração e no jardim. Eles querem apoio e glória. Querem compartilhar do poder que Jesus terá quando for rei. Ver v.41. Todos tinham a ambição de poder. Jesus responde—se quer ser o maior, é necessário ser o servo de todos. A cristologia que não vê a relação entre o messias e o servo sofredor é uma cristologia insuficiente, pois não é uma cristologia de serviço, onde se aprende a servir. Pois somente através do serviço podemos participar do reino. Se somos seguidores de Jesus aprendemos a servir. Nisso se manifesta o amor pelo outro.

Necessitamos uma base teológica para a missão integral. Sem isso será uma cristologia sem ser integral. Jesus nos enviou não para sermos populares, mas para sermos movidos pelo amor e compaixão de Deus. Para recuperar a visão do Novo Testamento da missão da igreja, precisamos recuperar a visão de um evangelho integral. Todos os eventos da vida de Jesus. É uma missão que transforma e que é transformada. Ou seja, integrar o ministério de Jesus em relação à missão da igreja. Não podemos separar a alma do corpo, focando somente necessidades espirituais. Precisamos recuperar a visão bíblica da unidade do ser humano. A antropologia bíblica é clara neste sentido—são diferentes dimensões do ser humano, aspectos inseparáveis.”

“A igreja não é uma instituição que se especializa em religião, mas um povo que vive em si a proclamação do reino de Deus em sua integralidade. Está relacionado com o propósito de Deus—paz, shalom, justiça—e um reino que alcança todos os reinos. Shalom tem a ver com o próximo, com a criação, com tudo. João 10……: vida em abundância. Como ter abundância se não há harmonia com Deus, com o próximo, e com a criação.”

“O Que movia Jesus em seu ministério? A compaixão. Porque via as multidões como ovelhas desamparadas e sem pastor. Eze 34:6…. os pastores não estão se dedicando à tarefa dada a eles, mas dedicam-se a si mesmo. São os líderes do povo mas não cuidam dele.”

“Precisamos recuperar a relação que há entre o Espírito de Deus e a criação de Deus porque falamos como se o Espírito de Deus está ativo somente na Igreja. Mas não, o Espírito está ativo em toda a criação e participa com Deus na criação.”

“O poder de Deus em ação. O reino não é um lugar, mas é Deus em ação, seu poder em ação. Por isso as evidências do seu reino estão na transformação da vida humana, na criação de justiça, de paz. Há uma relação intima entre o Espírito de Deus e o Reino de Deus.”

“Quando há o conceito de Missão Integral é que o Espírito de Deus atua no povo de Deus e nos capacita para sermos colaboradores em sua missão de transformação no mundo. O reino de Deus é a ação poderosa de Deus para transformar a vida humana em todas os seus aspectos.”

“Evangelizar é: anunciar as boas novas de Jesus em palavras e ação para aqueles que não o conhecem com a intenção de que pela obra do Espírito Santo se converta a Jesus Cristo e se disponha a segui-lo como discípulo e se unam a uma igreja e colaborem com Deus na realização de seu propósito de restaurar seu relacionamento com Deus, com o próximo, e com toda a criação.”

“Ou a igreja é uma comunidade para pecadores, ou é uma sinagoga de fariseus.”

“O grande perigo para a sociedade e para a missão integral da igreja hoje não é o comunismo, mas é o capitalismo.”

“Crescimento numérico da igreja não é o objetivo da evangelização mas pode ser o resultado de uma evangelização que visa fazer discípulos fiéis de Jesus Cristo, discípulos estes que são fiéis em todos os seus aspectos.”

“A missão integral, a evangelização genuína é primordialmente a expressão natural da vida em Cristo que se realiza quando a Igreja vive, atua, diz e testemunha de Cristo como Senhor da totalidade da vida.”

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Dr. René Padilla, decano da Fraternidade Teológica Latino Americana esteve no Brasil em 2006, para dar aulas na FTSA, em Londrina, de 16 a 20 de maio, nos cursos de Mestrado e Doutorado. O site da Faculdade Teológica Sul-Americana apresentou uma coletânea de citações de suas aulas.
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Sucesso de Verdade Inclui A Ética!

Reflexão de Final de Curso: Sucesso!

Há muitos que têm feito grandes fortunas e construído carreiras de sucesso, abrilhantadas, mas esse “brilho” não resistiria a uma simples prova que fosse feita com uma lupa de valores morais e éticos. Assim como o joalheiro que examina uma jóia e descobre se ela é verdadeira ou falsa, penso que muitos dos empreendedores e gestores que se gabam de suas conquistas pessoais (e até são por elas reverenciados) não se sairiam nada bem se as suas condutas fossem examinadas em termos de princípios fundamentais como verdade, lealdade, honestidade, responsabilidade, etc. Golpes, esquemas, engano, adulação, intrigas, politicagem e corrupção estão sendo consideradas coisas normais na sociedade capitalista e quem teria autoridade para coibir tais práticas muitas vezes faz “vistas grossas” a isso.

Sendo assim, penso que nós devemos ter outro referencial do que significa verdadeiramente ser bem sucedido. Admiro as pessoas que se preservam das condutas desvirtuadas e que alcançam as suas conquistas dignamente. Não podemos simplesmente nos conformar com as “regras de Miranda”. Há uma opção melhor, sempre há. E penso que esta opção está em manter a integridade, mesmo que tal escolha implique em eventuais “perdas” temporárias. Temos que nos valorizar como seres humanos um pouco mais e o patrimônio do caráter não deve ser negociado…

Por fim, como um homem de fé, creio que nada escapa aos olhos de Deus e, se não comparecerem perante os tribunais e conselhos éticos desse mundo, um dia todos estarão diante Daquele que nos criou. Então, teremos que dar conta do que fizemos com os talentos, relacionamentos, oportunidades em tudo o que recebemos. Ou seja, esse “relatório” de como desfrutamos do dom da vida que Ele nos concedeu para fazer o que é correto e bom, e não o que é mau, não terá como ser fraudado ou arquivado. Naquela hora, os que são injustos e se enriquecem a custa da desonestidade e da exploração dos outros não serão aplaudidos pelos numerários e empresas que adquiriram nessa Terra. Afinal, aos olhos do Joalheiro, eles terão sido apenas “brilhantes falsificados”.

Aos colegas de curso, valeu pela parceria nesta caminhada. Espero que tenhamos boas notícias de cada um. E quero deixar estas palavras de conclusão: Sonhe, trabalhe, projete e conquiste seus objetivos! Mas procure fazer isto da maneira certa sempre. Você estará sendo uma jóia verdadeira e o seu valor, mais cedo ou mais tarde, vai aparecer! Acredite e prossiga. Que Deus lhe abençoe em suas realizações!

Abraço a todos,

Bruno P. Souza

Mensagem preparada como reflexão na conclusão do Curso de Liderança Estratégica do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de São Paulo (SENAC-SP).

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EM BUSCA DO EQUILÍBRIO PERDIDO: A relação entre a Igreja Evangélica e a Ditadura Militar

Num fim de tarde de domingo, comecei a cascavilhar, nos sítios e blogs da vida virtual, informações sobre a indigesta relação entre a igreja evangélica e as facções beligerantes à época da malfadada e tenebrosa quartelada de 1º de abril de 1964. Gosto de ler sobre determinados temas assim, de bate pronto, sem nenhuma programação anterior, a título de brainstorming individual. Como diria Riobaldo, “todo dia isso faço, gosto; desde mal em minha mocidade”.

Foram textos para todos os gostos, de todos os matizes político-ideológicos existentes em nosso meio. Um dos mais célebres é o ensaio “Verdades e mentiras sobre o Golpe de 1964, a Ditadura Militar e a postura dos evangélicos à época”, de autoria do pastor assembleiano Silas Daniel, bastante replicado na blogosfera e ainda incompleto, onde o autor procura justificar o posicionamento assumido pelos crentes de direita ao apoiarem o governo dos generais. Repleto de citações de aliados dos militares, e sem nenhuma oitiva dos integrantes do outro lado, o autor delimita bem a sua posição pró-golpe.

Do lado oposto, as substanciosas matérias “A vida nos anos de chumbo”, da revista Cristianismo Hoje, e “A fé debaixo dos coturnos”, da sua congênere Eclésia, relatam o alinhamento automático de boa parte dos clérigos evangélicos brasileiros com as atrocidades praticadas pela repressão civil-militar, as perseguições e traições dentro das igrejas (contexto no qual os metodistas são apontados como a única denominação brasileira a pedir perdão pelos pecados praticados por seus membros em prol da repressão) e o contubérnio macarthista entre os ditadores de plantão e quase todas as grandes confissões protestantes, que também resultou na tortura e morte de muitos cristãos da época.

O término dessa leitura me fez constatar uma realidade triste, desoladora mesmo: os evangélicos não souberam escapar da polarização daninha estabelecida na sociedade da época. Naquele período de radicalização política estéril, consequência direta da Guerra Fria, a mesma polarização alcançou a igreja de forma avassaladora. Anos-luz antes de João Alexandre compor “É proibido pensar”, os cristãos dos anos 60 e 70 se guiaram por essa lógica: aderiram a esquemas seculares prontos e acabados, sem questioná-los e sem submete-los, de maneira séria, ao crivo da Palavra de Deus.

À mesma conclusão chegou o Rev. Alderi Souza de Matos, historiador oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil, que assim se expressou na matéria da Cristianismo Hoje:

Havia muito radicalismo, muito extremismo. Na minha avaliação houve excessos de ambas as partes: tanto dos conservadores, que se apossaram do poder na igreja, quanto da oposição, vinculada ao movimento social, ao ecumenismo e ao liberalismo teológico. (…) Era uma época de muita tensão, confrontação, polêmica e polarização; não era fácil alcançar equilíbrio.

É evidente que os resultados foram desastrosos: de um lado, os puristas, defendendo um salutar retorno à ortodoxia, mas com a perversa contrapartida de perseguir os dissidentes, ao invés de chamá-los para o diálogo e a admoestação, além de compactuarem com os ditadores, que violaram a hierarquia militar e usaram a máquina estatal para matar e torturar milhares de concidadãos. Do outro, os liberais e esquerdistas, que se esforçaram por revelar as iniquidades do regime de exceção, mas se esqueceram da obediência à Palavra, enredando-se em heresias frontalmente opostas à Bíblia, como o ecumenismo inter-religioso mais deslavado, adotado, inclusive, como pressuposto teológico pela Igreja Presbiteriana Unida do Brasil.

Mais triste é perceber que esse quadro perdura até hoje, pois a alienação do período ditatorial trouxe pelo menos dois efeitos perniciosos à Noiva de Cristo. Um, a continuação desse esquema conservador podre, que estourou nos episódios vergonhosos de manipulação política em que nos vimos enredados nas Eleições de 2010. O outro, consequência do primeiro, foi o enfraquecimento da coesão interna em torno de temas mais importantes que os deste século (fortalecimento do ensino teológico, prática integral da diaconia, crescimento da obra missionária), o que levou a um afrouxamento do combate à apostasia e ao surgimento e posterior explosão demográfica das igrejas desviantes pseudo-pentecostais, às expensas da paralisia da verdadeira Igreja.

Pessoalmente, sou admirador dos dois bandos contendores, mas não posso deixar de analisar, à luz da Bíblia, sua vivência cristã capenga: os ortodoxos amavam a Deus sobre todas as coisas, mas odiavam o próximo que não pensava igual; os liberais foram sal da terra e luz do mundo ao derrotar política e moralmente a ditadura opressora, mas abraçaram heresias de perdição (2Pe 2:1).

Esta pode até ser considerada uma visão particular do contexto histórico da época, mas procura ao menos ser bíblica. O Nosso Deus não está ao lado de partidos ou facções predeterminados. Reduzi-lo a isso é tentar sistematizá-lo em categorias humanas, o que é impossível, além de ser uma grosseira ofensa Àquele que não faz acepção de pessoas (Ef 6:9). Antes de qualquer coisa, submetemo-nos ao primado da Palavra de Deus, o que não nos impede de tomarmos partido na luta política, à esquerda, à direita ou ao centro, sempre tendo em mente o cuidado de contrastear todas e cada uma das ideias que nossos partidos preferidos defendem ao que o Pai nos fala através do Livro dos Livros, rejeitando aquelas que entrem em confronto com as verdades eternas.

Não é essa, porém, a lógica que guia o pensamento majoritário da liderança eclesiástica tupiniquim, que se orienta por um pensamento meramente utilitarista, o qual encontra eco na membresia de maneira acrítica e irrefletida. Pouco importa se a Constituição de 1946, vigente à época, foi rasgada, os direitos e garantias individuais, abolidos, se pastores e líderes foram despojados ou jubilados sumariamente, se membros foram delatados aos verdugos do DOI-Codi pelos próprios “irmãos” de fé, etc., etc. e etc. O que vale é que Gizuiz (royalties para o Danilo Fernandes) nos livrou da “hidra vermelha”, que só existia na cabeça de alguns. A Bíblia? Ora, a Bíblia…

O fato é que, até hoje, muitos irmãos caem na esparrela reacionária de que o Golpe de 64 e a repressão que se seguiu dentro e fora das igrejas foram males necessários para evitar o florescimento de um regime comunista ateu em nosso país, ou mesmo para expurgar o ambiente eclesiástico de livres pensadores heréticos e descompromissados com a verdade.

Nada pode ser mais falso do que uma interpretação rasa como essa. Aos fatos: o governo de João Goulart caiu por ferir interesses poderosos, a saber, de empresas multinacionais, empresários brasileiros e governo norte-americano, os mesmos que levaram Vargas ao suicídio, e ambos, juntamente com Leonel Brizola, todos estancieiros ricos e capitalistas rurais fervorosos, eram apenas sensatos: queriam salvar nosso capitalismo de araque, dependente químico das benesses estatais, de sua própria ineficiência. Algo que Lula fez eficientemente em seus dois quadriênios, nos quais a igreja não só foi suficientemente livre para pregar seus múltiplos evangelhos (o autêntico e os falsificados), como também o foi para se opor às iniciativas que tendem à restrição de nossa liberdade de culto, a exemplo do PLC 122, além de meter os pés pelas mãos em 2010, caindo na lábia conservadora da máquina de difamações do PSDB paulista.

No que concerne à igreja, o argumento também é despropositado, e por dois motivos:

1) Jesus descreve em Mateus 18:15-17 o procedimento para se combater individualmente o erro no ambiente eclesiástico: “Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano”. O iter é longo e ponderado, obedecendo a uma rigorosa gradação, justamente para evitar precipitações e injustiças. O que os adeptos de Jeová Cerol (mais royalties para o Danilo Fernandes) fizeram foi justamente trazer a última etapa descrita pelo Salvador para o início do processo, acusando, mentindo, assassinando reputações, enxovalhando pessoas em nome da ortodoxia, ou melhor, da ortodoxolatria. Ora, um crente em Jesus jamais deveria adotar os métodos da Inquisição romanista para perseguir seus iguais. Tal sabedoria, cheia de amarga inveja e sentimento faccioso, como bem sustenta Tiago, é “terrena, animal e diabólica” (Tg 3:15).

2) A Igreja Militante não deve compactuar com quaisquer violações à Palavra de Deus, em primeiro lugar, e ao ordenamento jurídico nacional, nem se guiar pela lógica pragmática mundana do “mal necessário”, que também atende pela alcunha de “os fins justificam os meios”. Na Bíblia Sagrada, tanto os meios quanto os fins devem guardar uma escrupulosa relação com a vontade soberana de Deus para o homem. Ou seja, não se justifica o cometimento de um ou mais pecados para se defender a fé ou a sociedade. Essa mentalidade pragmática com aparência de piedade só pode ser oriunda da mente do próprio Satanás, que a urdiu para melhor atrair os fariseus e integristas para a sua ciranda.

O chamado de Deus é para o equilíbrio. Davi nos lembra, no Salmo 83, como deve ser a postura e um servo de Deus diante de fatos como esses: “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram. A verdade brotará da terra, e a justiça olhará desde os céus (Sl 83:10-11)”. Após ler este texto, Carlos Drummond de Andrade o resumiu de maneira autêntica: “o outro nome da paz é justiça”. Quase nunca conseguiremos ser imparciais em nossa existência terrena, mas temos a obrigação de sermos isentos e honestos em nossas análises. Se conseguirmos agir de tal forma, o Reino de Deus, que é “justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo (Rm 14:17)”, formado por irmãos tão diferentes em matéria de pensamento, mas unidos pela sujeição a um Deus amoroso e amantes da Sua Santa Palavra, construirá uma igreja limpa dos fermentos ideológicos, concentrada em fazer discípulos, batalhar pela fé e ser sal e luz, dando ao mundo uma ligeira, mas efetiva demonstração do que será o Milênio de Cristo.

Devemos, enfim, ser bereanos também em matéria de política, pois os engodos e cantos de sereia dos dois extremos do espectro ideológico foram (e são) sobremodo sedutores para os incautos. Inclusive os da direita, quase esquecida, tão pouco criticada, mas acostumada a lançar mão da brutalidade, física ou não, para manter o status quo, além de ser hábil em confundir os interesses mais vis de sua vã filosofia com os ensinamentos do Nazareno, o que acaba nos “presenteando” com os Olavos de Carvalho e Júlios Severos da vida.

Thiago Lima Barros é Diácono da Igreja Bíblica Nova Aliança (Maceió/AL), Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Alagoas e servidor do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas.

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PLC 122 – Liberdade ou Imposição?

Vivemos em um país democrático. Apesar dos mandos e desmandos do partido trabalhista no poder, não podemos sequer por um segundo comparar o Brasil com a China comunista (onde ainda hoje o acesso à internet é controlado), com a Cuba socialista (onde se prendem e matam dissidentes políticos), com países em que o islamismo é a religião dominante (onde gays e cristãos são assassinados com a conivência do governo e do povo). De modo geral, os brasileiros têm asseguradas suas liberdades fundamentais.

No entanto, há aqui uma perseguição não-violenta, que com raras exceções é informal, subjetiva e dispersa — uma perseguição que não vem com força de lei, mas é exercida de acordo com preferências pessoais, acentuadas segundo as circunstâncias. Não juntei à toa “gays e cristãos” no parágrafo acima: assim como são igualmente visados nos países muçulmanos, acredito que, no Brasil, ambos os grupos se assemelham no modo de perseguição sofrida. Chocante a ideia? Explico.

Nas universidades públicas, onde caminhões de literatura “libertária” anticristã são despejados há décadas, os perseguidos da vez são os cristãos, associados a um conservadorismo rançoso e a estreiteza mental. O estudante cristão precisa aguentar calado em sala de aula uma quantidade impressionante de bobagens sobre o cristianismo, quando não se depara com insultos diretos, tanto do professor quanto das obras que precisa ler. Deve cuidar para não sentir-se desmotivado ao ouvir, vezes sem conta, que o conteúdo das matérias que estuda “é incompatível com a fé cristã” ou que a abertura de espírito necessária à investigação científica é inversamente proporcional a sua lealdade religiosa. Se teima em proclamar o que crê em alto e bom som no ambiente universitário, ou se apenas decide integrar o cristianismo a seus horizontes como um dado a mais, o aluno é tolhido em seus trabalhos e vigiado em sua trajetória. Caso escolha a carreira acadêmica, se não for barrado pelos professores da bancas, será considerado pela maioria um outsider, indigno de apreciação intelectual verdadeira. E o mesmo banimento dos cristãos pode ser verificado na quase totalidade dos veículos de produção cultural do país.

E onde os gays são mais perseguidos? Não é na família em primeiro lugar: hoje, pai e mãe aceitam com cada vez mais naturalidade a “opção” dos filhos. Não é no ambiente escolar e acadêmico: professores gays que se assumem são até considerados mais divertidos. Em funções associadas a moda, beleza e artes em geral, o gay que sai do armário é recebido com palmas. Talvez o profissional encontre alguma dificuldade em meios que exigem maior sisudez, como o do direito. Mas creio que a discriminação mais pesada se dá nas vias públicas, nos ajuntamentos, onde se suscita muitas ocasiões para a perda das boas maneiras. Já presenciei uma espécie de bullyinginsistente sofrido por um homossexual bem feminino que caminhava pelas calçadas do centro de Niterói. As provocações duraram o trajeto de uma rua inteira e os machões que as proferiam se sentiam totalmente à vontade. Abomino esse tipo de coisa e não queria estar na pele dele/dela naquele momento. Quanto à violência, a história é outra: quem surra e mata homossexuais também surra e mata índios, mendigos, mulheres, estrangeiros ou qualquer outra pessoa em situação de vulnerabilidade. Estou falando de perseguidores, gente que até pode ser imbecil, mas que é normal; não de psicopatas.

Como na universidade tanto alunos como professores gostam de mostrar-se liberais (dá status), não há muita ocasião para manifestações contra gays. Pelo contrário: na Letras, por exemplo, há uma linha de estudos todinha dedicada a eles. (Não há, que eu conheça, uma linha de estudos que seja cristã.) Por outro lado, os cristãos não estão livres do bullying, nem em suas próprias famílias, nem entre amigos. Quando me converti, aguentei inúmeras piadas e expressões de desagrado. E também perdi amigos. Há quem tenha perdido o afeto de toda a família, sobretudo quando seus membros eram muito apegados a outras religiões. Sei que gays passam pelas mesmas tristezas. Nem sempre essa faceta difícil é revelada em público pelos crentes, pois preferimos falar de Jesus (o objeto de nossa fé) em vez de insistir em nossas desventuras (que são ínfimas se comparadas à alegria da salvação).

E aqui chego a meu ponto. Sim, somos perseguidos de modo semelhante. Mas há uma diferença, ou melhor, duas. A primeira é política: no Brasil de hoje, a simpatia generalizada pelo homossexualismo se tornou uma conquista prioritária para o governo. A midia e instituições de ensino (debaixo de um controle estatal grande demais para nossa condição de país democrático) têm refletido várias estratégias massivas para ganhar essa simpatia (a última delas foi o tal “kit gay”). Quanto aos cristãos, o normal e aceitável há muito tempo é a antipatia generalizada: falar mal de padres e pastores, inventar personagens “evangélicos” caricatos e histriônicos para as novelas, fazer piadas sobre o Deus da Bíblia, ridicularizar a fé, tudo isso é até “bonito” aos olhos dos formadores de opinião. Assim, podemos afirmar que os dois grupos estão em condições bastante desiguais: as consequências da perseguição anticristã são mais graves, pois não temos o governo como parceiros no fomento de uma imagem mais aceitável — e nem queremos: do governo, só esperamos que trate a todos com verdadeira igualdade, sem favorecimentos injustos (nem “kit gay”, nem “kit crente”: ao governo não cabe doutrinar nossas crianças, e um governo laico não deve impor uma religião disfarçada, como nos tempos do paganismo).

A segunda diferença é mais profunda, psicológica e espiritual: como se reage à perseguição? Se são fiéis às orientações de Jesus, os cristãos oram por seus perseguidores e os tratam com bondade, de acordo com Mateus 5.24. Já os gays se juntam em lobby para instaurar leis opressivas contra quem os persegue. Sei que pareço cometer uma injustiça quando generalizo, usando o termo “os gays”. Mas me pergunto: onde estão os homossexuais que não querem seus nomes associados a coações jurídicas? Onde estão seus blogs, suas petições, suas passeatas? Peço a vocês, homossexuais que não concordam com nada disso: levantem-se e clamem, por favor, antes que, caso aprovem o PLC 122, seja fomentada no país uma verdadeira cultura da imposição gay. A pecha de “autoritário”, em nossos dias, não é nada agradável. Vocês realmente acham que a opinião pública ficará a seu favor quando começarem a punir indiscriminadamente, subjetivamente, os ofensores “homofóbicos”? (E se puníssemos os “cristofóbicos” da universidade, como seria?) Por que não estimulam que se reaja com mais nobreza aos ataques não-violentos? (Contra os ataques violentos já existe lei.) Se vocês não são religiosos, precisam concordar, pelo menos, que o exemplo de Jesus é inspirador.

Quanto aos cristãos, há décadas ninguém dá a mínima por eles. Continuaremos sofrendo zombarias, desprezo, ameaças. O que faremos? Elaboraremos leis para calar à força e mandar para a prisão quem nos persegue? Não, de modo algum. Que Jesus nos ajude a cumprir a vontade do Senhor: “Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus.”

Fonte: Norma Braga – http://normabraga.blogspot.com/

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A irracionalidade de quem despreza a Razão da própria existência

Bento XVI falou sobre o significado da fé e, após afirmar que o Credo “não é um compêndio de sentenças, nem uma teoria”, perguntou se é possível ter fé nos dias atuais e se isso é uma coisa “racional”.

“Desde o Iluminismo, pelo menos uma parte da ciência se empenha com tenacidade em buscar uma explicação do mundo na qual Deus seja algo supérfluo. Assim, seria algo inútil para nossa vida. Mas a cada vez que chegam a essa conclusão, a realidade se mostra evidente. Sem Deus, as contas não fecham para o homem, para o mundo e o universo”, afirmou.

Sobre a origem das coisas, Joseph Ratzinger disse que existem apenas duas respostas: ou a “Razão criadora, o Espírito que faz tudo e fomenta o desenvolvimento” ou a “irracionalidade, que sem razão alguma, produz um cosmos ordenado de maneira matemática, ao homem e à razão”.

A última hipótese, segundo o Papa, seria apenas um resultado casual da evolução, “no fundo, uma coisa irracional”. O pontífice ressaltou que os cristãos consideram que a origem está em Deus e na razão, e não na irracionalidade. Também afirmou que apenas Deus salva o homem do medo do mundo e da ânsia diante do vazio da própria existência, garantindo que a fé não tem o objetivo de apavorar o homem, mas sim de chamá-lo a sua responsabilidade.

Ratzinger incentivou os homens a não “desperdiçarem” suas vidas nem “abusarem” dela, a compartilhá-la e a não permanecer indiferentes diante das injustiças, “sendo coniventes ou cúmplices”. Segundo o Papa, o homem tem que entender sua missão na história e responder a ela. “Sem medo, mas com responsabilidade e preocupação pela nossa salvação e pela de todo o mundo”, advertiu o Papa, reiterando que, quando essa responsabilidade e preocupação se transformam em medo, os homens devem saber que “temos perante Deus um advogado que é Jesus Cristo”.

O papa disse que “a teoria da evolução vê a verdade, mas de modo limitado”, durante um encontro com o clero.   Em resposta à pergunta de um sacerdote, Joseph Ratzinger reiterou que entre o evolucionismo e a teoria da criação não existe contradição. “A teoria da evolução contempla a verdade, porém somente parte dela. Não considera que por trás está o Espírito da Criação. Nós estamos lutando para a ampliação da razão”.

Em setembro de 2006, na Alemanha, o papa havia afirmado que uma parte dos cientistas se empenha em demonstrar que Deus é “inútil” para o homem. Bento XVI afirmou que a teoria da evolução é irracional, que o ateísmo moderno nasce do medo de Deus, e que o ódio e o fanatismo destroem a Sua imagem – sustentou.

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Ratzinger lecionou Teologia na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising, continuou sua docência em Bonn, Münster e Tübingen e foi vice-reitor da Universidade de Regensburg.

Fonte: Mescla de citações dos jornais – O Estado de São Paulo e Estadão, 08 de agosto de 2008.

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Comentário:

Apesar de realmente haver uma parte da comunidade científica, em todas as épocas, empenhada com tenacidade em buscar uma explicação do mundo em que Deus seja algo supérfluo, portanto inútil para a nossa vida, a crença em Deus nunca foi desacreditada com provas. Tanto é que a fé permea a humanidade, em todas as eras e nações. Cada vez que a ciência tenta provar a inutilidade de Deus, a realidade nos faz questioná-la e pensarmos na probabilidade de que está enganada. Os que afirmam não haver evidências suficientes que comprovem a existência de um Deus auto-existente nunca conseguirão comprovar sua não-existência. Se formos honestos, perceberemos que faltam mais ainda evidências de que um mundo tão variado e sincronizado tenha simplesmente aparecido, sem um Agente de criação. As próprias coisas criadas nos dão pistas acerca Daquele que as fez. Uma ciência sincera não pode ao menos descartar a possibilidade disto ser uma verdade!

Concluo perguntando: Se ensinam uma teoria darwinista – e que não é um fato ou uma lei, apenas uma teoria; por que não terem a coragem de permitir que outra teoria, criacionista, que não é meramente um êxtase religioso e sim um conjunto de ideias defendidas por vários cientistas, seja também compartilhada com os estudantes em pé de igualdade, apresentando-lhes a justa oportunidade de, com sua liberdade de raciocínio, fazerem uma escolha inteligente?

Minha escolha é por DEUS.

E você, já refletiu seriamente a respeito?

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Correr atrás do vento, para quê?

“Descobri que todo trabalho e toda realização surgem da competição que existe entre as pessoas. Mas isso também é absurdo, é correr atrás do vento. O tolo cruza os braços e destrói a própria vida. Melhor é ter um punhado com tranqüilidade do que dois punhados à custa de muito esforço e de correr atrás do vento. Descobri ainda outra situação absurda debaixo do sol: Havia um homem totalmente solitário; não tinha filho nem irmão. Trabalhava sem parar! Contudo, os seus olhos não se satisfaziam com a sua riqueza. Ele sequer perguntava: “Para quem estou trabalhando tanto, e por que razão deixo de me divertir? ” Isso também é absurdo. É um trabalho muito ingrato!” (Eclesiastes de Salomão 4.4-8)

O mundo moderno, particularmente nas grandes cidades, é um grande corre-corre. As pessoas andam apressadas para o trabalho, apressadas para as compras, apressadas para compromissos sociais, etc. Horas são sacrificadas no trânsito, gastas em filas, perdidas assistindo programas inúteis de TV. A desenfreada jornada e a morosidade excessiva são co-irmãs, apesar de tão opostas – ambas provocam prejuízos para a alma.

Essa realidade agitada da vida é muitas vezes inevitável, pois independe da vontade dos inúmeros peões deste imenso tabuleiro. As descargas midiáticas acrescentam sua dose de stress. Mas ainda nos cabe uma opção: não nos permitirmos ser absorvidos por essa fustigante correria. Existe uma forma melhor de seguir a carreira da vida! Não perca tempo com o mundo, não gaste tempo com o mundo, você é peregrino nessa terra. Temos necessidades sim, que devem ser supridas, para isso não deixamos de trabalhar e proporcionar sustento e até mesmo conforto, para nós e nossa família. Mas façamos tudo isso sem perder a paz de espírito e o senso de prioridades. O que vale a pena buscar e o que mais importa nesta jornada? Não perca a sua vida correndo atrás do vento…

Acorde enquanto é tempo e para que não tenha que dizer na sua velhice: “… quando avaliei tudo o que as minhas mãos haviam feito e o trabalho que eu tanto me esforçara para realizar, percebi que tudo foi inútil, foi correr atrás do vento…” (Eclesiastes 2.11)

Oração: Pai querido, retira de mim todo apego exagerado às coisas deste mundo, ensina-me a acumular tesouros no céu, a valorizar as pessoas mais do que as coisas e a confiar que o Senhor é a fonte do meu sustento: e que por isto nada (que eu realmente precise!) me faltará. Obrigado porque o Senhor me ensina o que realmente importa e me permite experimentar em minha vida a sua graça e paz. Amém.

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