Pensar, existir, crer, viver…

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Penso, logo existo. Essa frase é atribuída a René Descartes. Diz-se que o filósofo, conjecturando sobre o que seria real ou fruto da imaginação, questiona a existência de tudo, até chegar a duvidar de sua própria existência. Ao perceber que era um ser pensante, compreende-se como alguém que existe na realidade. São muitos hoje que também questionam a sua própria existência. Talvez não como Descartes, mas com perguntas do tipo: “Por que existo?”, “Qual sentido há na minha vida?”, “Quem sou eu de verdade?”, “Por que sou assim?”, “De onde vim?”, “Para onde vou?”, “Será que existe alguém que saiba as respostas?”, entre outras questões existenciais que afligem o ser humano. Ter dúvidas e levantar questões não é um problema, e sim, parte da solução. Isto porque quem não questiona, e não se questiona, não descobre as realidades, nem mesmo se autoconhece.

A lógica da fé pede que se creia, para que se possa ver. Parece contraposta à lógica da razão, que primeiro examina, esmiúça, testa, verifica novamente, para depois “acreditar”. Mas, na verdade, fé e razão são replementares, como os ângulos que, na Matemática, somam-se para formar uma mesma circunferência. Ninguém em são juízo se dispõe a examinar minuciosamente algo sem ter um pouco que seja de “fé” de que é possível encontrar o que procura. Tampouco, concordemos que não é razoável acreditar puramente em algo, sem refletir de forma profunda, ou sem se pautar em argumentos com certa racionalidade.

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Creio, logo vivo. No evangelho segundo João, capítulo 11, conta-se que Jesus encorajou uma irmã enlutada com as seguintes palavras: “Eu não te falei que, se creres, verás a glória de Deus?”. Como assim? Crer em quê? Jesus se referia a ter uma atitude otimista? Não penso que ele apenas motivava aquela mulher a considerar boas oportunidades e novas possibilidades de futuro. Porque, no diálogo anterior, esclareceu-lhe Jesus: “Eu Sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, mesmo que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Tu crês nisso?”. Contundente afirmação. Desafiadora pergunta. Como Marta devia responder? Como eu respondo? Como você pode responder hoje? Esta resposta ninguém pode dar pelo outro, por mais que queira, por mais que ame, por mais que cogite, por mais que creia. Sua resposta é totalmente pessoal, e tem que ser respeitada – “assim na Terra, como no Céu”, eu diria. O que gostaria de lhe encorajar é a pensar a respeito.

Considere a pergunta de Jesus. Você pode crer? Não apenas em que, mas em Quem: Nele mesmo. Será que Cristo é quem afirmou ser, ou quem os evangelhos dizem que ele é? Cada um dos apóstolos deu sua própria resposta, inclusive Judas. Pilatos lavou as mãos, tentando se omitir de decidir o que fazer com Jesus, mas sua omissão também foi uma resposta. Cada sacerdote, cada soldado, cada um na multidão esteve diante dessa questão. E cada pessoa, desde então, que ouviu a história de Cristo foi confrontada a pensar sobre ele. Seja pesquisador ou não. Seja religioso ou não. Você, assim como eu, em algum momento deveria se dispor a lidar com essa questão: crer ou não crer. Ignorar e dar de ombros? Pode ser uma opção. Pensar melhor antes de resolver qualquer coisa? Parece ser honesto. Fazer uma oração silenciosa a Deus? Pode ser o começo. O começo de uma nova vida! Uma vida com Jesus Cristo…

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